segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Birdwatching na Serra Catarinense

FOTO DO DIA
Pica-pau-dourado (Piculus aurulentus)




Uma das coisas mais gratificantes para os apaixonados pelas aves como eu, é  quando após muitos anos sem êxito nos registros de uma espécie linda como essa,  quando você menos espera, ela pode surgir na sua frente e ficar parada por alguns segundos como um presente que você terá que ser rápido para recebê-lo. Foi assim que registrei essa espécie de pica-pau. Após várias tentativas para obter um bom registro, porém sem sucesso, pois sempre a avistava nos galhos mais altos das árvores. Do nada ela surgiu na minha frente, e com profunda emoção e um tanto trêmulo (isso as vezes acontece) enquadrei a imagem, fiz o foco, respirei fundo e com o coração acelerado eternizei essas imagens que compartilho com você que visita meu blog:

 

 


DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE:

Pica-pau-dourado (Piculus aurulentus) é uma ave piciforme da família picidae. Mede aproximadamente 20cm. Apresenta os lados da cabeça oliváceos atravessados por duas faixas amarelas horizontais, garganta amarela, vértice e faixa malar encarnados. Rêmiges barradas de castanho. Apresenta manifestações sonoras: seqüência plangente e descendente “iu, iu, iu”.  Alimenta-se de larvas de insetos, escondidos sob a madeira. Vive solitário na mata. Suja a plumagem, principalmente quando encosta na terra e no capim. Dorme e abriga-se da chuva pesada em ocos de árvores. Ocorre nas regiões serranas do sudeste e sul do Brasil. Pode ser encvontrado nas matas de toda Serra Catarinense.


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© Todos os Direitos Reservados - Estas fotos estão protegidas pela Lei do Direito Autoral, Nº 9.610, de 19/02/98. Portanto é proibida qualquer reprodução ou divulgação, com fins comerciais ou não, sem minha prévia autorização. Contato: e-mail - dario_lins@hotmail.com

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Birdwatching na Serra Catarinense

FOTO DO DIA
Surucuá-variado (Trogon surrucura)


Desde que iniciei neste maravilhoso mundo da fotografia de aves as cores vibrantes desta espécie me fascinaram e registrá-lo era um sonho. Este propósito me levou a diversas expedições, as quais denominei "Expedição Surucuá 1, 2, 3" e assim por diante... Somente na sexta expedição obtive sucesso. Em meio a mata fechada das furnas do Morro do Trombudo em Bom Retiro/SC , com a gravação do canto da ave, consegui atraír diversos indivíduos, numa mesma ocasião 3 machos e 5 fêmeas apareceram e ficaram voando de um lado para outro sempre muito próximo do som que reproduzia seu canto. Com essa técnica foi muito fácil, de alguns  junto com meu filho Lesther nos aproximamos há menos de 1,5 metros de distância. Uma experiência incrível e indescritível, vê-los já me facinava e fotografá-los com registros perfeitos foi surreal.  


  Slide Show

  

DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE:


O surucuá-variado (Trogon surrucura) é uma ave da ordem Trogoniformes, da família Trogonidae. Mede aproximadamente 26 cm de comprimento. Ave de grande beleza, apresenta uma rica e colorida plumagem com uma combinação de cores de grande raridade. O macho se diferencia da fêmea, tendo a cabeça e peito azulados, costas verdes, asas negras salpicadas de branco e rabo negro com espelho branco. As fêmeas e os imaturos são cinzentos. As penas da barriga podem apresentar as cores vermelha e laranja, sendo o de cor vermelha classificado como uma subespécie (Trogon surrucura surrucura) . Alimentam-se de pequenos anfíbios, répteis, aranhas e insetos que pegam nas folhagens, fazendo um certeiro voo. Na Serra Catarinense pode ser encontrado nas encostas de serras, geralmente nas matas fechadas. Raramente é visto em locais abertos. Nidificam duas vezes por ano em buracos encontrados em troncos de árvores ou colméias abandonadas, sendo que a tarefa de escavar uma cavidade recai sobre o macho. O casal se reveza para chocar os ovos e alimentar os filhotes.

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Birdwatching na Serra Catarinense

FOTO DO DIA
  
Beija-flor-de-topete (Stephanoxis lalandi loddigesi)

 


Embreado em meio a mata da RPPN do Hotel Fazenda Curucaca em Bom Retiro/SC, foi que encontrei essa preciosidade. Haviam diversos indivíduos em disputa pelo território e em fase de acasalamento. Um verdadeiro espetáculo que compartilho com você que acompanha meu blog:


 



DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE:


Beija-flor-de-topete (Stephanoxis lalandi loddigesi)
Ave da ordem dos apodiformes e pertencente à família trochilidae. Mede cerca de 8,5 cm. O macho adulto apresenta um topete azul com o penacho comprido mais escuro, ventre cinza claro com uma mancha grande azul no peito em forma de losango. Os indivíduos desta espécie encontrados na região sudeste do Brasil possuem o topete verde. Portanto essa ave encontrada na Serra Catarinense é classificada como sendo uma subespécie. Estudos futuros irão determinar se na verdade trata-se de uma nova espécie. Seu dorso é verde com preto e branco nos cantos da cauda parda. Os machos jovens e as fêmeas são verdes no dorso e cinza claros no ventre, com uma pinta branca atrás dos olhos; o bico é curto e reto. Alimenta-se de néctar e pequenos insetos. Frequentemente visita as flores de brincos-de-princesa, amoras, bromélias e do líquido excretado pelas cochonilhas que atacam as bracatingas. Durante a corte, o macho voando ao redor da fêmea levanta o seu topete, faz barulhos com as asas (batendo 20 a 33 vezes por segundo) e emite fortes assobios, avançando e recuando no ar até que a fêmea o aceite para cópula. Grupos de 2 a 5 machos formam o “leque” e cantam baixos para atrair as fêmeas. O ninho é em forma de pequena taça, colocado em folhas terminais de varas de taquara ou em ramos de arbustos, a pouca altura, confeccionado de musgos e liquens, fixados com fios de teias de aranha.

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Birdwatching na Serra Catarinense

FOTO DO DIA
Pintassilgo (Sporagra magellanica)


Registrar essa espécie é sempre emocionante para mim, pois é minha ave preferida. Seu canto me encanta desde garoto, quando o pintassilgo aqui conhecido como chuim aparecia aos bandos nos jardins e quintas. Era muito comum ver bandos com mais de 100 indivíduos,  um espetáculo que hoje é praticamente impossível de se presenciar. Essa ave canora tornou-se um pássaro raro, devido principalmente à intensa perseguição do comércio clandestino de aves silvestres. Outro fator determinante que está causando sua extinção é o uso indiscriminado de agrotóxicos usados para controle de plantas indesejáveis em quintais e jardins, como o trevo e o dente de leão, plantas estas, que produzem sementes, as quais fazem parte da dieta do pintassilgo e uma vez envenenados acabam dizimando esse pássaro de rara beleza. Pegar no cabo de uma enxada e capinar o seu jardim e quintal é uma ação inteligente que poderá salvar essa ave da complete extinção.



DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE:

O Pintassilgo (Sporagra magellanica) é uma ave passeriforme da família fringillidae. Mede 11 cm de comprimento. Esta pequena ave granívora é bastante conhecida, já que se trata de uma espécie de fácil identificação. A sua máscara preta, presente apenas nos machos, bem como as manchas amarelas nas asas, faz do pintassilgo uma ave bastante colorida e com um padrão facilmente reconhecível, mesmo em voo. As fêmeas têm a cabeça e lado inferior oliváceos. Os jovens machos com poucos meses já apresentam pintas pretas na cabeça. Durante a primavera, pode ser observado cantando no alto de árvores e fios de postes. Nidifica tanto nas copas das araucárias mais altas como em arbustos mais baixos. A fêmea constrói o ninho nas forquilhas das árvores em forma de pequena tigela, com raízes finas, sem revestimento ou forrado de penas e crinas, no qual põe de 3 a 5 ovos, os quais são incubados pela fêmea, cabendo ao macho alimentá-la durante o período. Após 13 dias nascem os filhotes, que irão atingir a maturidade sexual aos 10 meses. Vive em mata secundária aberta, florestas de araucária, áreas de plantações, jardins e quintais. 


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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Birdwatching na Serra Catarinense

FOTO DO DIA
Arapaçu-escamado-do-sul (Lepidocolaptes falcinellus)






Durante cerca de 15 dias estive acompanhando um casal de Arapaçu-escamado-do-sul (Lepidocolaptes falcinellus) na árdua tarefa de alimentar seus filhotes. Completamente camuflado e escondido dentro de um blind (cabana) para não interferir no cotidiano das aves realizei diversos registros desta bela espécie que de forma incansável escalavam os troncos das árvores a procura de insetos, anfíbios, larvas e aracnídeos. A tarefa foi cumprida com diligência e os filhotes sairam fortes e saudáveis do ninho. 


DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE:

Arapaçu-escamado-do-sul (Lepidocolaptes falcinellus) é uma ave da ordem passeriforme e pertencente a família Dendrocolaptidae.  Mede 19 cm de comprimento. Possui coloração marrom-ferrugíneo no dorso e asas. A cabeça e o ventre são barrados de marrom e banco e a região da garganta é esbranquiçada. A ponta da cauda é endurecida e envergada para dentro. O alto da cabeça e a nuca são de cor preta, com pintas branco sujo, que vão se trasnformando em listras até o alto das costas. Sendo que, as listras da cabeça e partes inferiores são de branco sujo a cor de couro. Alimentam-se de insetos, larvas, aracnídeos e pequenos anfíbios. Faz seu ninho em troncos de árvores, em cavidades abertas por outras espécies. 

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Campo dos Padres - Serra Catarinense

By Dario Lins




Imagine um lugar com inúmeras belezas naturais de riqueza paisagística inigualável. Um majestoso cenário cinematográfico que se espalha pelos campos, montanhas, escarpas, cachoeiras e cânions. Esse lugar não é criação hollywoodiana, é real, foi esculpido pela natureza e existe aqui em Santa Catarina.

 
Conhecido como Campo dos Padres, o lugar é um imenso planalto localizado em Santa Catarina na Serra Geral, no qual estão situadas as maiores elevações do estado: o Morro da Boa Vista, com 1.827m de altitude e o Morro da Bela Vista do Ghizoni com 1823,49m ambos em terras pertencentes ao município de Bom Retiro. A região compreende ainda os municípios de Urubici, Rio Rufino, Alfredo Wagner, Grão Pará, Rio Fortuna, Anitápolis e Santa Rosa de Lima. Inserido no Bioma Mata Atlantica, caracteriza-se pela formação de escarpas, vales e chapadas, abrangendo extensas áreas de campos naturais, entremeadas por bosques nativos de pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia) e matas nebulares nas encostas mais ingrimes. Nas depressões que permeiam as formações campestres é comum a ocorrência de  campos tufosos e nas margens dos rios ocorre as matas de galeria. A riqueza de ecossistemas e grande variedade de espécies de plantas e animais, faz da região um ecótono, um lugar de transição, onde esses diferentes ecossistemas se encontram. (Ecótonos são lugares de extrema importância para a biodiversidade, que abrigam diversas espécies da fauna e flora que somente ocorrem ali). Além da exuberante vegetação nativa de altitude a área abriga inúmeras cachoeiras e nascentes, contribuindo para a formação dos rios Canoas, Itajaí e Tubarão. É um dos únicos lugares do Brasil onde o leão-baio (Puma concolor) ainda reina soberano. Existe também no local diversas espécies de mamíferos e mais de 180 espécies de aves.  As esculturas geológicas, as imponentes montanhas, escarpas e chapadas, assim como os magníficos cânions e lindas cachoeiras da região, são um testemunho da história geológica do Brasil. A formação geológica, onde se destaca o afloramento do arenito botucatu, confere a região dos Campo dos Padres um papel importante e fundamental na recarga do Aquifero Guarani, um dos maiores reservatórios subterrâneos de água do mundo. As reservas permanentes de água do aqüífero são da ordem de 45 trilhões de metros cúbicos.
O fotógrafo da natureza Dario Lins, na companhia dos amigos Johnatas de Abreu, Jeferson Nunes e José Luiz Leite Jr, escurciou o local percoreendo mais de 70 km com o objetivo de registrar as belas paisagens,  bem como catalogar plantas, animais e aves do local. Seu intuito era refazer o caminho pecorrido entre os anos de 1950 a 1970 pelo maior naturalista de Santa Catarina, Pe. Raulino Reitz, que, juntamente com sua equipe do Herbário Barbosa Rodrigues, realizaram levantamentos botânicos expressivos na região do Campo dos Padres. Tal feito confere ao Pe. Raulino reconhecimento internacional como pioneiro em pesquisas botânicas nestas áreas ainda hoje remotas e de difícil acesso.  Suas relevantes pesquisas le valeram o título de Pedre das Bromélias e o levaram a asumir entre os anos de 1971 a 1975 o cargo de Diretor do Jardim Botânico do Rio Janeiro e posteiormente nos anos de 1976 a 1983 de Diretor da FATMA - Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina.
Alguns crêem que o nome do local – Campo dos Padres, deve-se as constantes visitas botânicas dos pesquisadores do Herbário Barbosa Rodrigues juntamente com o Padre Raulino Reitz. No entanto, a tradição regional atribui a designação – Campo dos Padres a presença de padres jesuítas já nos séculos 18 e 19. As lendas de supostas presenças de grandes tesouros enterrados (guardados) pelo jesuítas são ainda objeto de histórias narradas pelos mais antigos.
É importante salientar que toda a região é inóspita e de dificil acesso. Todo território que comprrente o Campo dos Padres pertence a particulares e o acesso de pessoas estranhas não é autorizado, regra essa, que de certa forma têm contribuído para que o local ainda permaneça sem muita interferencia do ser humano. No entanto algumas áreas que estão mais próximas da civilização, estão sendo prejudicadas por desmatamentos ilegais, queimadas de campo e caça. Bem como, uma ameaça devastadora ameaça os campos da região: o plantio de espécies de árvores exóticas, principalmente o pinus, pois, essa monocultura elimina a biodiversidade do local e suas sementes espalham-se pelos campos invadindo áreas naturais vizinhas.

A preservação do Campo dos Padres é de suma importância para salvação da mata atlântica em Santa Catarina, bem como de seus ecosistemas associados. Para tanto, é necessário haver esforços de vários segmentos objetivando a concientização das populações circunvizinhas para que  este santuário da vida natural permaneça perenemente intocado.

video





Para confirmar as informações geográficas sobre os pontos culminantes, visualize o mapa oficial do Governo do Estado de Santa Catarina - http://www.mapainterativo.ciasc.gov.br/ 


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Referências:
Meirinho, Jali: Datas Históricas de Santa Catarina – 1500/2000. Florianópolis : Insular, Editora da UFSC, 2000.
http://www.fatma.sc.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=47&Itemid=96
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raulino_Reitz
http://pebesen.wordpress.com/padres-da-igreja-catolica-em-santa-catarina/padre-raulino-reitz/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Campo_dos_Padres
Geraldo Barfknecht, no Projeto Os 100 mais elevados pontos de SC.
http://www.apremavi.org.br/noticias/apremavi/75/parque-nacional-do-campo-dos-padres


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Olhai as Aves do Céu - Registro Fotográfico da Avifauna da Serra Catarinense


By Dario Lins

Campo dos Padres - Bom Retiro/SC

A Serra Catarinense é composta por 18 municípios, quase todos com altitude média acima de mil metros, o que permite que durante o inverno ocorra a formação de geada e neve, com a temperatura frequentemente atingindo marcas negativas. A região ocupa uma área de mais de 16.000 Km2, equivalente a 17% do território catarinense. No Município de Bom Retiro no Campo dos Padres, local inóspito e de difícil acesso, estão localizadas as maiores elevações do Estado: O Morro da Boa Vista com 1827 metros de altitude, seguido pelo Morro da Bela Vista do Ghizoni com altitude de 1823,49 metros. Em Urubici se encontra o terceiro ponto mais alto: O Morro da Igreja com 1822 metros. Seu bioma é formado pela Mata Atlântica - Floresta Ombrofila Mista, um ecossistema caracterizado pela presença marcante do pinheiro brasileiro (Araucaria angustifolia), árvore de suma importancia, fonte de alimento no inverno para diversos animais. Associadas ao pinheiro brasileiro estão as lauráceas como a imbuia (Ocotea porosa), o sassafrás (Ocotea odorifera), a canela-lageana (Ocotea pulchella), além de diversas espécies conhecidas por canelas. Merece destaque também a erva-mate (Ilex paraguariensis) e a caúna (Ilex theezans), entre outras aquifoliáceas. Diversas espécies de leguminosas (jacarandá, caviúna e monjoleiro) e mirtáceas (sete-capotes, guabiroba, pitanga) também são abundantes na floresta com araucária, associadas também a coníferas como o pinheiro-bravo (Podocarpus lambertii).

Esta flora proporciona um dos ecossitemas mas ricos em relação à biodiversidade de espécies de aves, contando com indivíduos endêmicos, ou seja, encontradas apenas nesse local, por sua vez raros e ameaçados de extinção. 


Gralha-azul (Cyanocorax caeruleus), alimentando-se de pinhão, semente da Araucaria angustifolia